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segunda-feira, 20 de abril de 2020

Hospital de campanha do Riocentro fica pronto


saúde

Hospital de campanha do Riocentro fica pronto

 

Unidade deve receber equipamentos que chegam da China no final do mês

 

A prefeitura do Rio de Janeiro entregou hoje (19) o hospital de campanha do Riocentro, na zona oeste da cidade. A unidade de campanha da capital fluminense é a maior da rede pública em todo o estado, com 16,5 mil metros quadrados de pavilhão e 13 mil metros quadrados de área construída. Tem 500 leitos, sendo 400 de clínica médica e 100 de UTI, entre os quais 15 com recursos para hemodiálise.

Entretanto, a campanha do Riocentro entrará em funcionamento apenas quando o Hospital Ronaldo Gazolla chegar a 70% de ocupação dos seus 381 leitos. O hospital fica em Acari, zona norte da cidade, e é a referência para tratamento do novo coronavírus na capital.

Sobre o Ronaldo Gazolla, a prefeitura esclareceu que a ampliação dos leitos está sendo feita de maneira gradual e será concluída com a chegada, prevista para os próximos 10 dias, de novos respiradores e monitores, comprados pelo município antes da pandemia, visando reequipar os hospitais da cidade.

No hospital do Riocentro, foram montados um centro cirúrgico com aparelhos de autoclave e termodesinfectador, três salas para procedimentos, e um centro de imagens com tomógrafo e raio-x digital.

Nova leva

Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) saíra da China no próximo dia 27 trazendo uma nova leva de equipamentos e materiais para o hospital de campanha do Riocentro. A chegada ao Brasil é esperada entre os dias 29 e 30 deste mês. A Prefeitura já iniciou a contratação de pessoal para o trabalho no local, incluindo médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes de apoio.

O hospital de campanha do Riocentro tem também 13 postos de enfermagem, sendo um para cada grupo de 30 leitos. Ao chegar e sair do local, os profissionais de saúde farão a desinfecção na área externa do hospital, em contêineres com 18 chuveiros femininos e 18 masculinos, além de local para depósito de roupa suja. Todo fluxo de desinfecção foi elaborado com o apoio de técnicos da Subsecretaria de Vigilância Sanitária.

Monitoramento

 

Todos os leitos são monitorados por 90 câmeras espalhadas pelo espaço e têm rede de 'wi-fi'. Dos quatro mezaninos já existentes no Riocentro, três funcionarão como sala de descanso para médicos e enfermeiros. Toda parte de equipamento médico e pessoal será fornecido pela Secretaria Municipal de Saúde.

O investimento inicial para a construção do hospital de campanha foi de R$ 10 milhões, excluindo os recursos destinados à operação e manutenção.
Edição: Mario Toledo

 



quinta-feira, 4 de abril de 2019

Reforma da Previdência


PSDB e PSD declaram apoio à reforma da Previdência
Partidos informam que vão manter independência do governo

Publicado em 04/04/2019 - 12:41
Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil Brasília

O PSD e o PSDB apoiam uma reforma da Previdência para o país, mas devem manter a independência em relação ao governo federal. Os presidentes dos dois partidos estiveram hoje (4) no Palácio do Planalto para uma primeira rodada de diálogos do presidente Jair Bolsonaro em busca de apoio à aprovação da reforma enviada ao Congresso em fevereiro. De acordo com o presidente do PSDB, Geraldo Alckmin, para o partido, a reforma precisa ser justa com todos os trabalhadores, combater privilégios e acabar com o déficit fiscal.


Após reunião com o presidente Jair Bolsonaro, o presidente do PSDB,  Geraldo Alkimim fala com a imprensa

Após reunião com o presidente Jair Bolsonaro, o presidente do PSDB, Geraldo Alkimim fala com a imprensa - Antonio Cruz/ Agência Brasil

“O PSDB tem uma postura de independência em relação ao governo, não há nenhum tipo de troca, não aceitamos cargos no governo e votamos com aquilo que entendemos que é importante para o Brasil. Essa é a primeira das reformas estruturantes que o Brasil precisa, mas dentro desse foco de justiça social e fiscal”, disse Alckmin, reiterando que o partido não participará da base aliada de Bolsonaro.

Alckmin afirmou que, apesar de apoiar a reforma, o PSDB é contra mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC) pago a idosos e na aposentadoria rural. “Se há diferença de idade na área urbana, por que não na área rural? ”, questionou.
Almoço

Assim com Alckmin, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, avaliou como positiva a postura do presidente de dialogar com os partidos. Ao deixar o Palácio do Planalto, Kassab afirmou o compromisso do seu partido com a reforma no sistema de aposentadorias, mas disse que a tradição do PSD é de manter independência em relação ao governo.
“Em relação às bancadas, o partido não fechará questão [não orientará a votação de seus membros], mas haverá um esforço intenso no sentido de mostrar aos parlamentares a importância das reformas para o Brasil. Independência significa total condição de apoiar os projetos que estão sintonizados com o nosso programa e o que pensam os parlamentares”, disse, ressaltando que não houve oferta de cargos em troca de apoio.

Ao deixar a reunião, o líder do PSD no Senado, Otto Alencar (BA), disse que a bancada do partido é contra as alterações no BPC e na aposentadoria rural, além da instituição do sistema de capitalização sem contribuição patronal e sem piso salarial para o trabalhador.
 
O Presidente Nacional do PSD, Gilberto Kassab, fala aos jornalistas após reunião com o presidente Jair Bolsonaro.
 
O Presidente Nacional do PSD, Gilberto Kassab, fala aos jornalistas após reunião com o presidente Jair Bolsonaro. - Antonio Cruz/ Agência Brasil

Além de Alckmin e Kassab, Bolsonaro conversou com os presidentes do PRB, deputado Marcos Pereira (ES), e do PP, senador Ciro Nogueira (PI). Em seguida, ele almoça com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do DEM. Nesse almoço, também está prevista a presença do presidente do DEM, ACM Neto, que é prefeito de Salvador. Ao chegar, Caiado disse que defende que o DEM faça parte da base aliada do governo.

No fim da tarde, Bolsonaro ainda se reúne com o presidente nacional do MDB, o ex-senador Romero Jucá (RR).

Saiba mais

  • Bolsonaro vai receber presidentes de partidos para debater Previdência
  • Governo pode oferecer cargos para partidos da base aliada, diz Mourão
  • Câmara excluirá BPC e trabalhadores rurais da reforma da Previdência

Edição: Luiza Damé
Tags: PSD PSDB reforma da Previdência apoio Bolsonaro reunião independência governo federal

terça-feira, 19 de março de 2019

Governo do Brasil



Governo fixa critérios para ocupação de cargos e funções comissionadas
As nomeações terão de estar de acordo com a Lei da Ficha Limpa
Publicado em 18/03/2019 - 13:36
Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil Brasília
O ministro da Controladoria - Geral da União, Wagner Rosário dá entrevista.

O governo estabeleceu hoje (18) critérios, perfil profissional e procedimentos gerais para a ocupação de cargos em comissão e funções comissionadas na administração federal direta, incluindo autarquias e fundações. O Decreto nº 9727/2019 foi publicado no Diário Oficial da União e entra em vigor dia 15 de maio.

A medida atinge os mais de 24,5 mil cargos em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores (DAS) e das Funções Comissionadas do Poder Executivo (FCPE). Hoje, cerca de 3,7 mil ainda estão vagos, à espera de nomeação.
Os critérios gerais para a ocupação dos cargos e funções são idoneidade moral e reputação ilibada; perfil profissional ou formação acadêmica compatível; e não estar impedido de acordo com a Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar nº 64/1990). De acordo com o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, a medida é inédita, pois até hoje não havia regra que impedia a nomeação de pessoas que se enquadravam na Lei da Ficha Limpa.

“A norma visa trazer maior qualidade dos indicados, tanto na parte de comportamento quanto de perfil profissional, da capacidade de gerar o trabalho que a população espera que ela entregue como ocupante de cargo público”, destacou Wagner Rosário.



Esplana dos Ministérios
Decreto estabelece critérios para ocupação de cargos e funções na administração federal direta - José Cruz/Agência Brasil

De acordo com o secretário de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Paulo Uebel, o decreto traz critérios mínimos, que poderão ser ainda ampliados por cada órgão no preenchimento dos cargos e funções. “O objetivo é qualificar ainda mais a gestão pública e blindar qualquer nomeação de pessoas que não têm perfil adequado”, disse, acrescentando que a medida pode servir de referência para que estados e municípios também adotem seus critérios.
Uebel esclareceu que os ocupantes atuais dos cargos e funções e aqueles que forem nomeados até 15 de maio, mesmo que não atendam aos critérios, poderão continuar nos cargos. “Teremos uma mudança gradual em toda a administração. Por uma questão operacional, [a análise de critérios] vai ser feito daqui para frente, mas toda vez que tiver alteração no cargo, os critérios deverão ser observados”, disse. “O número de nomeações que acontece todos os meses é muito expressivo, isso vai ter um impacto muito significativo”, completou.
O ministro da CGU acrescentou ainda que a implementação da medida requer um período de ajustes internos, por isso o prazo de 15 de maio. Além disso, já há muitos processos de indicações e nomeações em andamento, que não precisariam ser revistas caso a medida entrasse em vigor imediatamente.
Sobre as indicações políticas para preenchimento de cargos em órgãos federais nos estados, Wagner Rosário reforçou que essas negociações são a cargo de ministros de Estados, mas os indicados deverão obedecer aos novos critérios. “O decreto é bem claro que a responsabilidade é de quem nomeou e também de quem indicou”, disse. Ele destacou, entretanto, que o texto não prevê um sistema de transparência sobre quem fez a indicação. Segundo o ministro, esse sistema está em estudo. “Existem resistências, mas é o caminho que temos que adotar. ”
Dispensa dos critérios
O decreto também define critérios específicos para os cargos, de acordo com o nível, de 2 a 6, como tempo mínimo de experiência profissional e na atuação na administração pública e títulos acadêmicos.
Esses critérios específicos, entretanto, poderão ser dispensados, desde que justificados pelo próprio ministro de Estado ao qual o órgão está vinculado. Par isso, ele deverá demonstrar a conveniência de dispensar os critérios em razão de peculiaridades do cargo ou do número limitado de interessados para a vaga. Mas os critérios gerais, de reputação ilibada e ficha limpa, deverão ser considerados.
De acordo com Wagner Rosário, a dispensa dos critérios é para casos pontuais e o ministro que o fizer terá que assumir o ônus da exceção. “Quando pensamos no Brasil como [um] todo nem sempre a administração pública segue a estrutura como em Brasília [de alta qualificação acadêmica, por exemplo], temos estados menores onde pode ter outras situações”, observou.
Processo seletivo
As autoridades responsáveis pela nomeação ou designação poderão optar pela realização de processo seletivo para a escolha dos ocupantes dos cargos ou funções. Nesse caso, deverão ser levados em conta os resultados de trabalhos anteriores, a familiaridade com a atividade exercida, a capacidade de gestão e liderança e o comprometimento do candidato com as atividades do órgão público.
De acordo com o decreto, entretanto, a participação ou o desempenho em processo seletivo não gera direito à nomeação ou à designação. Desde que observados os critérios gerais de cada cargo ou função, a escolha final é da autoridade responsável de cada órgão.
Até janeiro de 2020, os órgãos e as entidades deverão divulgar e manter atualizado o perfil profissional desejável para cada cargo em comissão do DAS ou FCPE, de níveis 5 e 6.

Edição: Juliana Andrade